Fevereiro 2009

O homem, dotado de razão e dum elevado sentido de responsabilidade moral, cuja crença mais bela e mais nobre é a religião do amor fraterno, a este respeito fica atrás dos animais! Ao dizer isto, não estou a comprazer-me numa antropomorfização sentimental. Até mesmo o amor humano mais nobre é fruto não da razão e do sentido moral especificamente humano que dela emana, mas sim do substrato muito mais profundo e ancestral dos sentimentos instintivos. O comportamento moral mais elevado e altruísta perde todo o valor aos nossos olhos quando não brota destas fontes, mas sim da razão. Elizabeth Browning disse: ‘se vais amar-me, então fá-lo por nenhum outro motivo senão o próprio amor’.

 

Konrad Lorenz

 

Em primeiro lugar, um convite à despreocupação, porque só na tranquilidade podemos ter a acuidade de espírito para aceitar uma utopia. 
Para as criaturas de sentimentos nómadas, a efemeridade do material põe em causa o conceito de posse em todas as suas variantes. Possui-se apenas o que se pode carregar no caminho. O que realmente importa é a preservação pessoal através de um amor próprio, não avaro, mas positivo, já que, quem sabe tratar de si beneficamente, tratará os outros da mesma forma.
 

 

O Autor

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